Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Prados e Prada

 

comida, um abrigo,
uma cama, uma habitação
para proteger da fome e do frio
formar família com amor e coração

mas antes ainda quero...

um grande carro e telemóveis,
uma excelente poltrona e LCD
e se possível conjunto de moveis
Para que tudo se possa ver

mais ainda quero ... mais ainda ...

quero ter as melhores roupas do mundo
Jeans, gadgets, pele e cabedal
quero ser autentico e único
do melhor e mais rico aspecto visual

ainda vou querer viagens,
vou fazer créditos sem paragens,
vou alimentar este sonho e trabalhar mais
vender corpo e alma por dinheiro e cristais

vou fazer tudo para conseguir,
ter as melhores coisas do planeta
e trabalhar, vender e destruir,
mundos, solos e cometas

dinheiro, dinheiro , dinheirooo ...

são as limitações, a falta dele,
o desejo de o ter associado
a tudo aquilo que podemos comprar
e assim dele ser viciado

atropelamos amigos, família, colegas,
invejamos carros, telemóveis e Mercedes,
atiramos-nos de cabeça e olhos vendados,
e no final presos e emaranhados nestas redes!

Quantas vezes se mente, trai e engana,
quantas outras se finge teme e emana...

um sentimento de tristeza,
Um profundo ódio e vaidade
e que no final só nos afunda
o amor próprio e amizade.

Então a historia vai sendo esta....

somos felizes e despreocupados,
a certa altura conseguimos e podemos,
o erro não é nosso e todos são culpados
dos loucuras e atrocidades que cometemos

"O problema do mundo é que todos tens a suas razões"
e assim armamos guerras e confusões

Lutamos uma vida inteira,
conseguimos casas, carros e telemóveis,
viajamos, vestimos e temos,
e depois de tudo disso? ... estamos gélidos e imóveis

dinheiroo, dinheirooo , dinheiroooooo ...

é triste esta possessão,
perder o corpo, alma e coração

"O dinheiro não compra felicidade,
mas dá uma ajuda"

não nego frases e outros pensamentos,
e apenas quero dar asas a fomentos
quanto mais objectos comprares ,
quanto mais pessoas abandonares
quando tiveres tempo para pensar,
e sentimentos para expressar ...

estarás sentado na tua cadeira,
com um excelente plasma à tua maneira,
com um excelente carro para guiar,
sem ninguém para levar,

terás um excelente smartphone,
And now ?! Were you so smart? Alone?! ...

conseguirás erguer o teu palácio,
e depois olharás do teu reinado,
as mais belas jóias e brilhantes,
o chão repleto de cristais diamantes....

Conseguiste ter tudo pelo nada,
trocaste trinta anos de vida por prada

perdeste anos de vitalidade
por imagem? objectos? vaidade?

sem amigos verdadeiros,
aqueles que são os primeiros...

Aqueles amigos que te dão a mão,
não pelo dinheiro mas por coração

Amigos e família que te amam de verdade,
que te querem nos momentos de maior felicidade

Amigos que te conquistam um sorriso,
quando corres numa estrada sem piso

Não que se deva atirar o dinheiro ao rio,
nem trocar a vida por um rio de dinheiro,
a competitividade impulsiona-nos
e sabe bem ser unico e o primeiro

Mas a verdadeira vida e realidade,
é formada por pessoas, momentos e memorias
psicologia, corpo, alma e racionalidade
por actividades, sentimentos e historias...

o que mais quero é ter-te a meu lado
aventurar-me física e metaforicamente
e em vez de prada no meu prado
ter família, amigos e amor. Felizmente!



publicado por Luis Severino às 20:31
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Caminhos da vida

 

Tempos vaiam, tempos vão,

Tempos no deserto, esquecidos...

 

Tempos e perguntas, onde estão?

Ninguém sabe ... esquecidos !?

 

Tempos, mar e sentimentos...

Tempos, desejos e sonhos

 

Tempos ... 

Tempos de mar e maresia,

Tempos, são estes, épocas de poesia ...

 

Tempos e compassos, ventos e laços...

 

Chronos e tempos, colegas passageiros 

Dos próprios que de si emanam, 

Tempos, passos, companheiros...

 

Simples e suave, um fio de mar além,

Escuta, vê e olha ... és apenas tu e mais ninguém ...

 

Tempos, tempos ... tempos ... temos, que .......



publicado por Luis Severino às 02:25
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
Sinapse Online, Poemas

Sinapse Online, Poemas Luis Severino

 

 

Exmos visitantes e internautas apresento-vos o website com o meu livro de alguns poemas, Sinapse Online.

Estão todos convidades, http://luis-severino.maisperfil.com

 

 

 

 

 



publicado por Luis Severino às 01:03
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Domingo, 2 de Outubro de 2011
Terceira Música - Rascunho/Draft

 

Rascunho da Terceira Música (draft)

Agradeço a todos as visitas que têm havido :)



publicado por Luis Severino às 04:15
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Domingo, 11 de Setembro de 2011
Rascunho Bipolar

Mundo que giras, que rodas, que moves,

Que formas, transformas, giras e tornas

Mundo, meu mundo, que conténs e removes

Os passados, presentes e futuros de outrora

 

Foi nesse vento e nessa alma escondida,

que o ser humano te conquistou

Numa leve e solta noite e dia

 

Foi batendo na vida, no mundo e coração,

Que soubemos conquistar a tua eterna e doce paixão

 

Mas a insistencia e arrogancia

De impor a sobreposição,

De te tirar desde o exterior ao fundo do coração

 

Tornou este simples acolhido,

Apenas mais um ser vivo

De inocente irracional,

Em uma besta e favorita

Ferramenta do mal

 

Mas a mitose vai alternando,

Os polos de duplicação

E o tremendo ser a.mando

É confrontado pela acção

 

Tudo têm as suas consequências...

 

Todo o sacrificio não foi em vão ... Hoje há possivelmente uma maior consciencia, mais integral e global. Talvez caminhemos para um equilibrio de Nash seja à Macro, Meso ou micro-escala.A Natureza e/ou quaisquer outras forças dominantes, saberão por ordem "no nosso sitito"

 

Um abraço

 

 



publicado por Luis Severino às 23:26
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Domingo, 21 de Agosto de 2011
principio de um rascunho sobre principio, dlp

 

Principio principal

palco de ponto de partida

definido como racional

a vontade que nos conquista

 

O principio assim é

a forma de ser, de marcar

do pensamento a acção

o momento ao tentar

 

tanta vez que pensei ser

Tanta vez que pensei fazer

 

Tantos jogos, partes e partidos,

Tantos principios, começos e fins

e são após tantos anos tidos

de conquistas, derrotas e afins

 

que percebo...

 

O inicio é apenas um momento que marcamos na memoria

O inicio é algo que pretendemos para o marco de uma historia

O inicio é suposto, ser recordado e vivido

O inico nada mais em nós é, que um simples e crescente ser vivo

 

que se alimenta, desenvolve e acentua,

que se expõe,apresenta e procura

uma forma de ficar reconhecido 

pelo acto e vivencia

uma forma de não ser tido

como apenas uma mera experiencia

 

O inicio tudo é e do nada sobrevive

pois é no meio daquele deserto

que o principio reside

 

Principio do que depende,

será que alguém te endente?

 

Existem tantos principios,

infimos, eternos e perdidos

 

Principios ao ar lançados e em campos e perdidos em prados

 

Principios e inicios de ideias e ideiais

mas por falta de atitude se ficaram por tais

 

Será o principio principal,

apenas algo composto e concluido?

 

a mim me parece que os principios ficam conhecidos

marcados e eternamente reconhecidos

pela dependencia de outros marcos, de outras formas e latitudes

presentes em desenvolvimentos de coragem e atitudes

leituras por nos feitas, deixadas a outros criterios

fazem do mundo principal, historia magica, de mitos e misterios

 

O principio é o começo de tudo, mas quando definimos o nosso principio será um começo ou um  estudo?

 

tanto faz



publicado por Luis Severino às 19:46
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Domingo, 10 de Julho de 2011
longe

 

Uma pegada na vida,
Tão leve e tão só,
Por vezes dita como não tida
E redescoberta em escombros e em pó...

Abandonada talvez
Por perguntas e porquês...

Deixada assim,
Com um começo e sem fim...

 

O caminho vai sendo feito,
Com princípios e ideais,
Pela sociedade transmitidos
Por amigos e nossos pais


A vida assim segue e passa,
E devagar se vai ao longe...

É tão triste assim viver,
E caminhar apenas lendo,
Aquilo que nos dão de comer
Sem sentir, gritar ou crendo.

E sejam dez, vinte ou trinta,
Cinquenta,setenta,noventa...
Há sempre terreno por caminhar
Excepto para aquele que não quer ou nem tenta


Esperar por amanha
Aguardando pelo próprio tempo
É um risco acumulado
Em emoção e sentimento


É o percurso de uma gota,
E o seu ciclo para voltar,
Que me incentiva a repetir
O processo de tentar e acreditar.

Devagar se vai ao longe...
Não te esqueças, estás a caminhar...


E já pensas-te bem por e para onde?

Não te deixes enganar...

 

Fazer a vida de uma teia,

Com vários pêndulos de felicidade

Abrem-te novas alternativas

E caminhos para realidade

 

...expande os teus horizontes...

 

 



publicado por Luis Severino às 15:00
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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010
(H)ouve

 

 

Saudades que tenho de te escrever,

De sorrir e de te olhar,

As saudades que tenho de te ver

De te ouvir e abraçar

 

As gotas caiem sobras folhas

E descem consoante a sua fluência

Do mesmo modo as lágrimas em silencio

Na ausência da tua essência

 

Sinto permanentemente,

Este cheio e imenso vazio,

Que me suga coração, cérebro e mente

Deixando ausencia do calor, o frio...

 

Os gritos que aclamei por ti,

Ecoam em vales e desertos

Mas as respostas que de ti ouvi

Não mais foram que meus vazios e ocos ecos

 

Quero-te tanto num abraço,

Num esgotar deste vazio sólido de solidão

Quero libertar-me deste cansaço

Que de mim próprio tira a alma e coração

 

Saudades que tenho de escrever, pensando em ti

Saudades que tenho muito antes do quanto te conheci

 

Que a Terra gire em torno do Sol,

Que o mar seja imenso em vida e profundidade,

Que a areia deserta seja contável

E que me digam afinal o que é verdade

 

Que as pessoas sejam honestas,

E que os animais sejam irracionais,

Que não exista vida noutros planetas

E outras verdades e as demais...

 

Desconfio de todas as afirmações

Aos outros deixo a verdade

Mas certeza tenho das minhas emoções,

Aqui te quero, sentir, que vontade...



publicado por Luis Severino às 23:47
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

 

 

Lágrimas partidas,
Já soltas, choradas,
Vidas perdidas
De costas voltadas

Sombras e densidade,
Perdidas, tão soltas,
Palavras sem curso
E cordas sem pontas

Ventos sombrios de brisas frias, tão sós,
Tão rápidas, tão fortes mas sem nortes, sem nós

De que adianta então a força se não houver habilidade?
De que adianta a razão se não existir a verdade?!

De que adiantam os ouvidos, a vida e os sons,
Se no fundo não formos verdadeiros, honestos e bons!!??

 

De que adianta não sermos nós, termos um corpo, alma e voz?

 

De que adianta adiantar, pensar ou julgar,
Se por nós não o fazemos...
De que vale então tentar amar quando nem mesmo a nós nos queremos?

 

De que adianta ficar aqui a pensar,
Acreditar que não acreditando jamais nos vamos magoar!

Criando esquemas, enredos, mentiras e ilusões,
Para ocultar os sentimentos, as mentes e emoções!

 

(...)

 

Começa pelas amarras, pelos pulsos e cotovelos
Liberta-te também dos nós de corda em pés, pernas e tornozelos!
Debruça, ergue-te sobre a vergonha e o medo,
Nunca penses que depois do tarde não haverá um novo cedo!

 

Liberta-te dessas chapas, no teu peito, nas tuas costas,
As emoções e liberdade nunca serão demasiado expostas

 

Quando encarares o que tu és, reconhecerás o teu melhor
Sentirás luzes, cores e os sons tão junto a ti, no teu redor.

 

Não te sinjas a um resumo,
Esse surge d'outra glória,
O teu, esse o criarás
Aceitando a tua vida, a tua historia....

 



publicado por Luis Severino às 01:39
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Sábado, 12 de Junho de 2010
Diáspora

 



 

Meu país aonde paras e aonde vais,

O que és e onde estás agora,

Jamais entras em onde saís,

E tanto que prometia a tua historia

 

Momentos guerreiros, áureos verdadeiros,

De batalhas eternas e conquistas e vividas

 

E as palavras de Camões,

De mundos e novas aspirações,

De letras vaiadas, soltas e escondidas

De musicas palavras por tanta gente vividas

 

Por orgulho, pátria coração e amor

Hoje choramos por ti de sofrimento e horror

 

De te ver grande muralha

No nosso eterno coração

A desmoronar a tua gloria

E passageira paixão

 

O país chora por dentro

Por todos nós e os demais

Pelo encerro da nossas escolas,

Empregos e hospitais

 

O que fomos, conseguimos e tentámos,

O que era e existia é para sempre história,

As vezes que caminhámos, olhámos, andámos

De olhos fixos fixados nesta longa memória

 

Tanto esperámos e esperamos,

Por Sebastião para nos salvar,

Está na altura de tentarmos,

A sua coragem compensar

 

Em vez de esperar pela conquista

Com a réstia de esperança que subsista

Havemos de avançar na procura da solução

Lutando por direitos, glória e paixão

 

País somos pais do teu longo e eterno caminho

Unir-nos-emos alcançando os demais,

Não te deixaremos mais sozinho

 



publicado por Luis Severino às 14:28
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